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Eletrolifting

“Lifting” é uma palavra inglesa que significa “levantamento”. Em dermoestética se utiliza para designar um tratamento que tem como finalidade produzir um levantamento da pele e estruturas adjacente com o fim de prevenir rugas, flacidez e envelhecimento cutâneo.

O Eletrolifting desenvolveu-se em 1952, que pela sutileza de sua corrente, proporcionou resultados que se imaginavam serem satisfatórios.

 

Definição

É uma técnica em que se utilizam microcorrentes variáveis de baixa freqüência, com impulsos de muita baixa duração e intensidade, com a finalidade de produzir um levantamento dos estratos mais superficiais e prevenir desta forma o envelhecimento cutâneo. Também chamada de “ Micrólise” ou “ Galvanopuntura”.

Ação

O Objetivo mais amplo do uso do eletrolifting é suavizar, atenuar, eliminar alterações das linhas de expressão que se formam na face devido a contração dos músculos. Atua a nível celular restaurando a camada colágena e estimulando a produção de elastina, utilizando justamente a mesma arma que a pele, utiliza microcorrentes.

A lesão das células do estrato espinhoso obriga o organismo a uma reação reparadora. As células abaixo do sulco da ruga são células atróficas, de tamanho menores e de qualidade inferior á dos seus vizinhos. A ponta da agulha provocará a necrose de algumas destas células. Em resposta á lesão, haverá uma dilatação dos pequenos vasos da derme correspondente á região lesada, resultando num edema discreto. Logo em seguida, a taxa mitótica do estrato basal regional aumentará. As células recém-formadas preencherão o espaço das células lesadas cujos restos serão eliminados por fagocitose e o líquido excedente absorvido pela circulação linfática.

O eletrolifting na verdade, ativa colágeno e elastina ( proteínas albuminóides ), fazendo uma compactação e reagregação das fibras para a dissimulação parcial ou total das linhas de expressão e suas variações. Esta técnica consiste no deslocamento da proteína da própria pele, através da corrente, para preenchimento dos sulcos que formam as rugas.

Efeitos

Seus efeitos podem variar de caso a caso, com duração entre 3 semanas até 06 meses ( devendo ser retocado ). A durabilidade do tratamento está condicionada á execução completa mais manutenção.

Técnicas de Aplicação

O procedimento técnico consiste da estimulação das rugas e linhas de expressão de forma individual até que seja obtida uma hiperemia em todo o trajeto da ruga.

Deve-se limpar a pele e passar um algodão embebido em álcool antes da introdução das agulhas

Deve-se encaixar a agulha no porta-agulha do aparelho, que é conectado ao pólo positivo.

O pólo negativo encontra-se ligado a um bastão a ser segurado pela cliente. Ou pode-se acopla-lo a um eletrodo de borracha de silicone e fixa-lo no ombro ou braço direito.

Os procedimentos técnicos para a execução do eletrolifting em rugas podem ser  divididos em três grupos:

  • Deslizamento da agulha dentro do canal da ruga
  • Penetração da agulha em pontos adjacentes e no interior da ruga
  • Escarificação – método de deslizamento da agulha no canal da ruga, diferencia-se pela agulha ser posicionada a noventa graus, ocasionando uma lesão do tecido.

As três técnicas produzem resultados animadores, atenuando sobremaneira as rugas e linhas de expressão. Entretanto, as duas técnicas que desencadeiam um processo inflamatório ( invasiva e de escarificação ), proporcionam resultados mais rápidos.

Procedimento de introdução de agulha:

  • Introduzir a agulha inserida na pele, levanta-la, produzindo suave deslocamento
  • Aguardar 3 a 5 segundos, até que a pele comece a esbranquiçar
  • Abaixar a agulha deixando a pele em sua posição natural
  • Tirar a agulha

            As penetrações devem ser feitas uma proxima a outra num total de 10. Para tratamento fazer 10 aplicações, pois ela deve estar bem hidratada e nutrida.

  • Limpar a pele com produto à base de azuleno.
  • Tonificar com substâncias analcoólicas.
  • Peeling tipo gomage bem suave sem sílica.
  • 07 minutos de aplicação Eletrolifting.
  • Compressas para descongestionar e acalmar por 05 minutos.
  • Limpar totalmente a pele.
  • 05 minutos de Vapor de Ozônio.
  • Ionizar por 10 minutos.
  • Para pele jovem usar produto à base de uréia e MMF.
  • Para pele envelhecida usar produtos à base de colágeno e elástina.
  • Fazer mesoterapia com movimentos suaves.
  • Máscaras com substâncias firmadoras ou clareadoras que tenham caolin ou magnésio e que sejam descongestionantess e calmante.
  • Hidratar com foto protetor.

A punturação deverá ser feita de maneira rápida e precisa, e a sensação tende a ser muito desagradável. Portanto, deve-se colocar a agulha com firmeza e precisão.

Após e levantamento, aguarde o tempo necessário para i tipo de ruga, abaixe a pele e retire da mesma forma, ou seja, com precisão e rapidez.

O tempo para cada punturação deverá ser de 4 segundos. Esta regra persiste quanto maior for a idade cronológica, pois nos biótipos com boa hidratação, o tempo de cada punturação será de 3 segundos.Winter orienta aguardar 3 ou 5 segundos, até que a pele comece a esbranquiçar.

A agulha deve ser introduzida entre as camadas da epiderme ( estrato espinhoso ). Por não atingir a derme, não haverá sangramento. A agulha também não deve ser introduzida muito superficialmente, porque a lesão das células já totalmente corneificadas não terá o efeito desejado. Por outro lado, a agulha também não deve atingir a derme, porque o estrato não deve ser lesado.

Após ter trabalhado a ruga em toda sua extensão num só lado, prosseguir da mesma maneira pelo seu outro lado, de forma que os canais feitos pela agulha formem um “X” que atravessa a pele por baixo da ruga.

Cada penetração da agulha deverá ser feita com espaço de 0,5cm a 1,0cm, entre as punturações na pele.

Deve-se inserir a agulha num ângulo de 45 graus em relação á superfície da pele. E a agulha deve atravessar a ruga por baixo, porém sem que sua ponta saia do outro lado da ruga. Não deve sangrar.

O comprimento da agulha é de no máximo 4mm, e é confeccionada de material inoxidável.

O design da caneta, mais a agulha colocada, proporcionarão uma penetração máxima de 2 mm:

  • Na região nasogeniana e na região frontal – 2,0 mm;
  • Na região orbicular da pálbebra e região perioral – 1,0 mm
  • Na região ao redor dos lábios – 1,0 mm

Ao final da punturação de uma linha, deve-se avaliar se todo o espaço entre as punturações e a linha como um todo está suavemente hiperêmico. Caso não esteja é necessário retoque. Mas se houver interrupção na linha hiperêmica, retoque onde a cor é natural.

Embora as rugas também correspondam histologicamente a uma atrofia de pele, a lesão por agulhas nas regiões acometidas promovem uma sensação não muito agradável. Devido a este fato, alguns terapeutas preferem a técnica de deslizamento, sem a penetração.

A intensidade da corrente é dada pela sensibilidade do paciente, sendo diferente em regiões distintas.

Deve-se testar a corrente cada vez que for mudar a região de estimulação, questionando a sensibilidade da cliente.

Caso o procedimento seja invasivo, não repetir o tratamento, antes que todo processo seja reabsorvido ( em média 02x por semana, com intervalo de 03 ou 04 dias, dependendo da capacidade reacional da cliente ).

Se o procedimento for de deslizamento, pode-se efetuar o tratamento quantas vezes a cliente desejar ( 02 ou mais vezes por semana ).

Individuos com a pele seca poderão relatar ausência de sensibilidade á corrente nas primeiras aplicações, já que a resistência de sua pele a passagem de corrente está aumentada.

Um parâmetro para se observar a melhora do tecido, em resposta a estimulação elétrica, e o aumento gradual da sensibilidade á corrente com intensidades menores.

Pode-se, ao final, aplicar compressas geladas de chá de camomila ou de água boricada sobre a região tratada.

Por se tratar de uma técnica invasiva, a necessidade de se questionar a paciente quanto a sua preposição para o aparecimento se quelóides, assim como a diabetes, pois neste último caso, a cliente apresentará uma disfunção das fibras colágenas dificultando a regeneração.

Obs1: A agulha deve entrar nos folículos pilosos ( poros ) por serem aberturas naturais do tecido que proporcionam o deslizar da agulha. A abertura – invaginação natural apresenta a vantagem de não traumatizar a pele, ou causar qualquer tipo de sensação desagradável.

Obs2: Quando se utilizar laserterapia após a aplicação do eletrolifting, com o objetivo de acelerar o processo, os resultados são praticamente nulos, devido á radiação LASER apresentar uma ação antinflamatória, interferindo assim nas reações fisiológicas descadeadas pela corrente contínua.

Cuidado com as agulhas

  • Se as agulhas não são do tipo descartável, elas devem ser cuidadosamente esterilizadas.
  • A esterilização pode ser feita, entre outras formas, de três maneiras:

a)      imersão em solução esterelizante

b)      por auto clave

c)      por esterilizador a ar seco

Indicação

  • Acentuação do sulco naso-labial flacidez da musculatura ( deve-se adicionar eletroestimulação facial )
  • Atenuação de rugas de expressão entre as sobrancelhas e na testa por rigidez muscular ( adicionar exercícios de relaxamento )
  • Atenuação de rugas de elastose ( ao redor dos lábios )
  • Envelhecimento cutâneo
  • Tonificação cutânea
  • Estrias

Estrias

A pele estriada apresenta modificações nas fibras colágenas, na substância fundamental amorfa e nos fibroblastos. A forma do fibroblasto também varia nas diferente lesões, sendo a forma globular predominante na estria.

Guirro&Guirro ( 1996 ) relatam os fibroblastos, células derivadas do mesênquina, possuem uma capacidade de replicação baixa, que pode ser modificada em resposta a estímulos controlados. Os fibroblastos retém a capacidade de se dividirem: assim como o tecido epitelial, o tecido conjutivo também é capaz de se regenerar. Na estria esta célula está quiescente, sendo que estímulo elétrico de baixa intensidade mostrou-se eficiente para aumentar a sua replicação bem como das fibras e substâncias produzidas pela mesma. No tocante a neovascularização, os efeitos da inflamação aguda e da corrente contínua se somam, promovendo um edema brando com uma hiperemia bastante pronunciada. A regeneração propicia o retorno de todas as funções inerentes a pele, inclusive a sensitiva que se encontrava grandemente diminuída, e neste caso especificamente,  a sensibilidade dolorosa, pois á medida que vai havendo a regeneração tende a chegar a níveis próximos do normal.

A elastose focal linear em alguns pacientes pode apresentar a hiperplasia de fibras elásticas em resposta á alguma lesão ou alteração tecidual. Ela pode ocorrer isolada ou associada a estrias atróficas, e em último caso pode ser considerado como processo regenerativo das estrias.

A relutância na aceitação de tratamentos eficazes de estrias está baseada principalmente no fato de que a fibra elástica não se regenera. Estudos premilinares mostraram que ocorre um acentuado aumento no número de fibroblastos jovens, uma neovascularização e o retorno da sensibilidade dolorosa após algumas sessões de estimulação elétrica, e com conseqüência uma grande melhora no aspecto da pele, que fica muito próxima do normal.Entretanto, o resultado do tratamento pode variar em diferentes indivíduos, como em qualquer outro tratamento de diversas afecções. Este fato está centrado na capacidade reacional de cada indivíduo.

Poucos minutos após a lesão, aparecem a hipermia e o edema, que não ocorrem imediatamente após a aplicação, e são motivadas por substâncias locais liberadas pela lesão, responsáveis pela vasodilatação e aumento da permeabilidade dos vasos.

Conforme o processo da reação inflamatória e epitelização, surgem na profundidade da lesão os fibroblastos, e se produz paralelamente uma proliferação rápida de capilares por gemação das venulas existentes, que conforme avançam até as áreas lesionadas vão destruindo a rede de fibrina. Os fibroblastos cumprem então suas funções sintetizadoras.

Antes da puntura do tecido, deve-se higienizar a pele e/ou esfolia-la , com a finalidade de diminuir a resistência á corrente e evitar infecções. Pode-se utilizar produtos com a finalidade requerida, ou simplesmente álcool á 70%.

O número médio de sessões gira em torno de 10, podendo este número ser ultrapassado sem contra indicações.

A penetração da agulha deve ser efetuada sobre a estria, com incisão paralela subcutânea. Não se deve invadir perpendicularmente a pele estriada.

Se as estrias ocorrerem durante a gravidez, o tratamento só poderá ser iniciado quando os níveis hormonais regredirem aos níveis anteriores á gravidez.

O tratamento não deve ser iniciado na puberdade, por se tratar de um período de grandes alterações hormonais que acreditam alguns autores, ser a causa do aparecimento das estrias.

Contra Indicação

  • Sobre feridas recentes
  • Alergia ou irritação á corrente elétrica ou ao cosmético
  • Hipersensibilidade dolorosa



 

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